IB – Resumo 8ª Aula – A Chegada

A chegada de Cristóvão Colombo nas Américas remonta à origem comum entre três religiões: o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo. As três religiões tem como cidade sagrada Jerusalém. Para o Cristianismo, devido a Basílica do Santo Sepulcro, onde Jesus teria sido sepultado. Para o Judaísmo, o Rei Davi teria proclamado como sua capital no séc. 10 a.C. e ainda ser o local do Templo de Salomão, e o segundo tempo, destruído pelos romanos em 70 d.C. Para o Islamismo, fica a mesquita de Al-Aqsa, do qual abaixo ficaria o Domo da Rocha, onde o profeta Maomé teria feito sua última oração antes de subir aos céus.

A cidade, sendo sagrada para as três religiões, foi motivo de diversas batalhas, tanto as Cruzadas católicas quanto à Jihad islâmica. Sendo Cristóvão Colombo um católico fervoroso, sua intenção ao sair da Europa era chegar ao reino de Cipango (atual Japão), onde, segundo uma lenda, havia grande quantidade de ouro. Colombo queria se apossar desse ouro para promover uma nova Cruzada e colocar Jerusalém novamente sob domínio cristão.

Para Todorov e Holanda, a conquista da América se deve a algumas características: superioridade bélica dos europeus, doenças da qual os índios não tinham anticorpos, aliança com nações inimigas dos Astecas (Tlaxcaltecas, entre outros) e também a chegada das tropas de Hernán Cortez, em 1529, com o ano 52 dos astecas, indicava na religião o retorno da divindade.

No início da colonização, havia alguns debates sobre a forma de colonizar os índios. Alguns defendiam que seriam os índios os verdadeiros descendentes de Adão, e que por isso não poderiam ser escravizados, apenas evangelizados. Um desses defensores foi Bartolomeu de Las Casas. Entre 1550 e 1551, houveram debates na cidade de Valladolid entre Las Casas e Juan Guinés Sepúlveda, onde Las Casas defende que os índios deveriam ser evangelizados de forma pacífica e todo homem era criação a imagem e semelhança de Deus, não cabendo escravização (essa teoria não valia para os negros).

Esse debate influenciou alguns jesuítas no Brasil, entre eles Manuel da Nóbrega e José de Anchieta. No Brasil, houve discórdia entre jesuítas e os colonos que aqui queriam usar os índios como escravos. Darcy Ribeiro, em O Povo Brasileiro, sustenta que, mesmo tendo essa visão, tanto Nóbrega quanto Anchieta louvavam o genocídio dos índios antes de tentar fazer dos índios cidadãos de segunda categoria.

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